O Brasil proíbe liquidação de criptomoedas em operações de câmbio, força transferências apenas em moeda fiduciária

O banco central do Brasil bloqueou a liquidação de criptomoedas nas redes de pagamento transfronteiriço eFX reguladas, sob um novo quadro de regras de câmbio. A decisão exige que bancos e fintechs dependam de canais fiduciários para transferências internacionais dentro de sistemas supervisionados apenas. Autoridades dizem que quase 90% das remessas em criptomoedas usam stablecoins, levantando preocupações sobre conformidade e o quadro de controle monetário.

Bitcoin e Regras de Liquidação de FX Reguladas

Reguladores introduziram a Resolução BCB 521 para proibir a liquidação de ativos virtuais dentro de canais de FX transfronteiriço regulados sob o novo quadro de câmbio. A regra tem como alvo bancos, instituições de pagamento e provedores de remessas licenciados que operam dentro do quadro de FX supervisionado do Brasil. Como resultado, o Bitcoin não pode servir como meio de liquidação dentro da infraestrutura de eFX para transferências internacionais ou a rede de corredores de pagamento relacionada.

Autoridades classificaram anteriormente as exchanges vinculadas a fiat como operações de câmbio sob regulamentações atualizadas para fortalecer a supervisão de conformidade e relatórios. O quadro estendeu a supervisão sobre fluxos de ativos digitais que interagem com sistemas bancários tradicionais e de remessa em redes internacionais. A medida mais recente adiciona uma fronteira rígida que impede a liquidação de Bitcoin dentro de canais de pagamento supervisionados sob o quadro do banco central.

Negociação de criptomoedas continua legal no Brasil, e os usuários ainda podem comprar e vender Bitcoin em plataformas licenciadas e bolsas nacionais. No entanto, os fluxos de FX regulados devem usar contas fiduciárias ou conversões tradicionais de câmbio sob supervisão regulatória rigorosa. Essa separação cria sistemas paralelos para atividades com criptomoedas e infraestrutura formal de pagamento transfronteiriço, com camadas distintas de conformidade e liquidação.

Stablecoins e Fluxos de Remessa Transfronteiriça

Stablecoins dominam os fluxos de remessa ligados a criptomoedas no Brasil através de corredores de pagamento digital, especialmente em transferências internacionais. Analistas estimam que cerca de 90% dessas transferências dependem de tokens atrelados ao dólar, como USDT e USDC, em redes de circulação. Esse uso chamou a atenção de reguladores focados na supervisão cambial, tributária e na fiscalização de conformidade financeira internacional.

Autoridades argumentam que a liquidação com stablecoins fora do controle de FX poderia enfraquecer o monitoramento financeiro através da infraestrutura bancária nacional e da supervisão. Também citam riscos ligados à lavagem de dinheiro e transferências de valor transfronteiriças não reportadas em ecossistemas descentralizados. A nova regra, portanto, restringe seu uso a canais de pagamento supervisionados em todas as instituições brasileiras reguladas.

Empresas de fintech que operam serviços de remessa devem redesenhar seus processos de liquidação em torno de canais fiduciários para cumprir as novas regras. Algumas empresas anteriormente integravam transferências de stablecoins por trás de interfaces fiduciárias, mantendo a marca para os usuários finais. As regras atualizadas exigem uma separação mais clara entre infraestrutura de criptomoedas e redes de pagamento reguladas sob supervisão aprimorada globalmente.

Infraestrutura de Pagamento e Mudança de Política do eFX no Brasil

O sistema de eFX do Brasil apoia pagamentos transfronteiriços regulados através de instituições financeiras licenciadas sob supervisão do banco central e padrões rigorosos de conformidade. Ele se integra a contas denominadas em moeda real e mecanismos formais de liquidação de FX para eficiência no processamento de transações internacionais. O banco central usa essa estrutura para monitorar fluxos e garantir conformidade dentro do ecossistema financeiro nacional.

A nova política reforça a separação entre canais regulados e redes de criptomoedas para fortalecer o controle da política monetária. Autoridades buscam preservar a soberania monetária e melhorar a rastreabilidade das transferências sob um quadro de supervisão regulatória. Essa abordagem está alinhada com esforços globais para estruturar a supervisão de ativos digitais em mercados em evolução, estratégias regulatórias e cooperação internacional.

Participantes do mercado devem escolher entre canais fiduciários regulados ou canais nativos de criptomoedas para liquidações transfronteiriças sob regras de conformidade. A inovação em pagamentos transfronteiriços pode continuar fora da infraestrutura de FX supervisionada, impulsionada por ecossistemas de fintech, tendências de adoção e crescimento acelerado. Reguladores continuam aprimorando os quadros para equilibrar inovação com controle do sistema financeiro em condições e riscos em evolução globalmente.

Este artigo foi originalmente publicado como Brasil proíbe liquidação de criptomoedas em canais de FX, força transferências apenas fiduciárias em criptomoedas Breaking News – sua fonte confiável de notícias de criptomoedas, notícias de Bitcoin e atualizações de blockchain.

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