Recentemente, vi a notícia de Luo Xiang sendo forçado a deletar posts, e fiquei bastante frustrado. Um professor de Direito Penal da Universidade de Ciência Política e Direito da China, sendo pressionado a recuar sob o ambiente de cyberbullying, revela problemas que vão muito além de uma simples experiência pessoal.



Lembrei que, ao longo desses anos, Luo Xiang tem trabalhado na divulgação do direito, explicando conceitos jurídicos de forma acessível. Mas agora, até mesmo esse esforço está sendo esmagado pela opinião pública na internet. Acho isso realmente triste — não por causa do Luo Xiang em si, mas porque isso reflete a atitude da sociedade em relação aos profissionais do direito e ao próprio direito.

Lei e moralidade muitas vezes são confundidas, mas na verdade elas têm limites bem definidos no âmbito jurídico. Por exemplo, o conceito de 'ordem pública e bons costumes' é a definição formal do direito sobre moralidade. Mas muitas vezes, a opinião pública na internet usa a moralidade como uma forma de justiça, pisoteando o espírito profissional do direito.

Pegando o exemplo do 'crime de homicídio'. Ao julgar, o juiz deve avaliar de forma independente se foi 'intencional' ou 'por negligência', e depois considerar outras circunstâncias. Se a vítima violar a ordem pública e os bons costumes, isso pode até servir de base para atenuar a pena. Na história, a sentença do caso de Wu Song foi baseada nessa lógica jurídica.

Mas o problema agora é que muitas pessoas separaram moral e direito, chegando ao ponto de usar a moralidade para negar o procedimento legal. Isso demonstra uma compreensão superficial do direito. Se os profissionais do direito forem forçados ao silêncio, se o direito deixar de ser respeitado, o resultado final será justamente contra aqueles que atualmente fazem mais barulho. Porque, em uma sociedade sem proteção legal, ninguém está seguro.

Portanto, ao ver situações como a de Luo Xiang, acho que todos devem refletir: nós realmente respeitamos o direito? Ou estamos apenas usando o nome do direito para justificar nossos julgamentos morais?
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