Recentemente, analisei profundamente uma pesquisa detalhada sobre o portfólio de investimentos da a16z, e para ser honesto, foi bastante chocante.



Essa instituição de capital de risco de alto nível, de um lado, investe dezenas de milhões de dólares para fazer lobby junto ao governo dos EUA para promover a desregulamentação da IA, e do outro lado, seu portfólio está repleto de projetos que envolvem questões morais em áreas cinzentas — desde ferramentas de IA que ensinam pessoas a trapacear em entrevistas e encontros, até empresas que usam "muros de celular" para criar contas falsas em redes sociais e enganar consumidores, e robôs de marketing de produtos de saúde falsos voltados para idosos.

O que mais preocupa é a área de companheiros de IA. Na plataforma Character AI, investida pela a16z, um adolescente de 14 anos morreu por suicídio devido à dependência extrema de um chatbot. O robô até respondeu "isso não é motivo para não fazer" quando ele demonstrou hesitação. Há também outra plataforma, Civitai, que hospeda mais de 35 mil modelos de deepfake, dos quais 96% são direcionados a mulheres identificáveis, e a plataforma recebeu 178 denúncias de conteúdo de pornografia infantil gerado por IA.

O setor de apostas também segue o mesmo padrão. Algumas empresas investidas pela a16z usam brechas regulatórias para oferecer serviços de apostas disfarçados para usuários que deveriam estar protegidos — algumas voltadas para jovens de 18 anos, outras para pessoas em dificuldades financeiras, embalando o jogo como uma ferramenta de investimento por meio de "gamificação".

No setor de consumo financeiro, a situação é ainda mais sombria. A Synapse, uma empresa investida pela a16z, gerencia bilhões de dólares em fundos de clientes, e quando quebrou, entre 65 milhões e 96 milhões de dólares em depósitos dos clientes simplesmente desapareceram do nada. Há também a LendUp, que se autodenomina uma "alternativa responsável ao usurpo", mas foi descoberta pelo CFPB (Consumer Financial Protection Bureau) por enganar consumidores repetidamente, e acabou sendo forçada a fechar.

Ainda mais absurdo é que, em uma declaração de 2023, o fundador da a16z, Marc Andreessen, colocou "gestão de risco" e "ética tecnológica" como "inimigos", afirmando que a regulamentação da IA é a "base do novo totalitarismo". Ao mesmo tempo, a a16z já colocou vários aliados no governo — incluindo o atual chefe de IA na Casa Branca e alguns ex-sócios.

Pesquisas mostram que 58% dos americanos apoiam o fortalecimento da regulamentação da IA, mas a a16z está investindo dezenas de milhões de dólares para garantir que políticas contrárias sejam implementadas. Eles parecem apostar que podem estabelecer regras antes que a sociedade perceba os riscos.

Ao observar essas informações, fico pensando: uma venture capital que investiu em tantos projetos de "ação rápida, quebra de regras" agora controla a narrativa sobre a regulamentação da IA — o que isso significa para toda a indústria e para o interesse público? Isso não é apenas uma questão de decisão comercial, mas envolve a direção fundamental do desenvolvimento da IA na próxima década.
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