Percebi que na sexta-feira os metais sofreram uma verdadeira queda. O cobre caiu quase 4% desde as máximas de quinta-feira, passando de mais de 14.500 dólares por tonelada para cerca de 13.000, enquanto ouro e prata perderam, respetivamente, 4% e 5,9%. Tudo começou na London Metal Exchange com interrupções técnicas e uma mudança líquida de posicionamento por parte dos traders chineses.



O que me impressionou foi a rapidez com que esse movimento se transferiu para os mercados de criptoativos. Os tokens de metais preciosos registraram liquidações de cerca de 120 milhões de dólares em 24 horas, com os derivativos de prata liderando a queda, com perdas de 32 milhões. Os preços de XAU e XAUT despencaram mais de 7%. É interessante notar como as plataformas de cripto já funcionam como um canal paralelo para operações macroeconómicas: quando os metais sobem, os traders usam contratos cripto para alavancagem e acesso 24/7; quando caem, tornam-se a válvula de escape para o risco.

O fortalecimento do dólar amplificou tudo isso, pressionando as commodities cotadas em dólares. Apesar do impacto de sexta-feira, porém, as ações de cobre e os metais em geral continuam sendo um tema forte para este ano. O cobre continua a beneficiar-se das restrições de oferta e da demanda ligada à eletrificação, enquanto o ouro ainda atrai fluxos para proteção contra a incerteza. O que vemos é que os mercados de cripto já não são mais uma operação separada, mas um espaço paralelo onde as apostas macroeconómicas globais se manifestam em tempo real.
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