Por que é que algumas mulheres fantasiam em ser tratadas de forma violenta em relações sexuais?



Na realidade, anseiam por serem tratadas com gentileza e cuidado atencioso, mas em certas fantasias privadas, surgem cenas de serem tratadas brutalmente e controladas completamente.

Após acordar, chegam mesmo a questionar-se profundamente: será que tenho algum problema? Será que tenho desejos anormais escondidos no fundo?

Estas fantasias são vistas pela sociedade como tabu. Ter medo de ser mal compreendida se as revelar, mas guardá-las causa perturbação contínua.

Aos olhos dos outros, talvez seja independente, confiante e lidar bem com tudo, mas só você sabe o quão intensos são a confusão e a auto-crítica quando essas imagens surgem.

Este tópico não contém sensacionalismo nem preconceito. Analisa apenas a lógica psicológica por trás destas fantasias sob perspectivas de psicologia, biologia evolucionária e relações de poder. Na verdade, as causas são o oposto do que imagina.

Em primeiro lugar, estas fantasias indicam psicologicamente uma necessidade profunda de transferência de poder.

Na realidade, as mulheres modernas frequentemente carregam responsabilidade excessiva de gestão emocional. Precisam ser gentis, apropriadas, atentas a todos os detalhes e manter o controlo constantemente.

A submissão forçada nas fantasias sexuais é essencialmente o alívio de baixar temporariamente a auto-vigilância.

Quando controlada, não precisa ser responsável pelas suas emoções momentâneas, não precisa manter a compostura nem temer julgamentos.

Esta fantasia nunca deseja dano real, mas sim entregar-se completamente sem encargos, abandonar aquele eu tenso e em permanente disponibilidade.

Do ponto de vista neurológico, esta fantasia com elementos competitivos ativa simultaneamente a amígdala, responsável pelo medo, e o núcleo accumbens, responsável pelo prazer.

Quando o cérebro percebe sinais de perigo dentro de um intervalo controlável, dispara a libertação dupla de dopamina e adrenalina, produzindo uma sensação de estimulação segura semelhante à de um parque de diversões.

A teoria da estratégia sexual da psicologia evolucionária aponta que o mecanismo de seleção inconsciente das mulheres sobre o poder do parceiro continua existindo. A perceção do poder é, de certa forma, uma avaliação implícita dos recursos de sobrevivência.

Mas deve esclarecer-se que a fantasia nunca deseja dano real, mas sim a segurança formada quando o poder é restringido pelo amor, criando um circuito fechado de segurança.

Da perspectiva psicoanalítica, quanto mais uma mulher precisa tomar decisões independentes e lidar de forma assertiva com a vida, mais o inconsciente pode desejar um momento sem necessidade de escolhas.

Isto não é fraqueza, mas auto-regulação do sistema psicológico sob ambiente de alta pressão.

A chave para resolver esta confusão não é condenar ou reprimir a fantasia, mas aprender a distinguir a fronteira entre fantasia e realidade.

A fantasia é o palco do inconsciente, onde tudo é permitido, mas as relações de intimidade real devem sempre basear-se em igualdade e respeito.

Compreender isto não é para colocar rótulos, mas para remover culpabilidade desnecessária.

Cada pessoa tem o direito de possuir um jardim interior privado. Nada aqui representa o desejo de que esses cenários aconteçam na realidade.

Emoção e desejo, apenas quando verdadeiramente compreendidos, podem eliminar a vergonha secreta e regressar à sua essência original.

Este é o processo de reconciliação de cada pessoa consigo mesma, e também o caminho necessário para aprendermos a aceitar o nosso eu completo.
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