O algoritmo redefine o mundo dos criadores: quando o número de seguidores já não determina mais o sucesso nas redes sociais

Em 2025, o panorama das notícias e estratégias de comunicação nas redes sociais passou por uma transformação radical. Não é mais a quantidade de seguidores que garante visibilidade, mas sim o algoritmo que decide qual conteúdo merece ser amplificado. Como destacou Amber Venz Box, CEO da LTK, numa entrevista ao TechCrunch, “2025 foi o ano em que o algoritmo tomou completamente o controle, tornando o número de seguidores praticamente irrelevante.”

Essa mudança não surpreende os veteranos do setor. Jack Conte, CEO do Patreon, repete essa realidade há anos, mas só em 2025 toda a comunidade de criadores teve que lidar com essa nova normalidade. As consequências são evidentes: publicar conteúdo de qualidade não garante mais alcançar o público. O fenômeno desencadeou uma cascata de reações no setor, levando influenciadores, streamers e criadores a reinventar completamente suas estratégias de distribuição nas redes sociais.

Apesar desse desafio, há uma notícia encorajadora: segundo um estudo encomendado pela LTK à Northwestern University, a confiança nos criadores aumentou 21% ano a ano. Para Box, isso é uma surpresa positiva num contexto onde muitos previam o contrário. “Se me tivessem perguntado no início de 2025 se a confiança iria diminuir, provavelmente teria dito que sim. Mas a IA, paradoxalmente, fez as pessoas confiarem mais nos seres humanos de verdade”, explicou.

Esse dado é fundamental para entender as notícias mais recentes da economia dos criadores: 97% dos diretores de marketing afirmam que planejam aumentar os orçamentos destinados ao marketing de influência nos próximos meses. Contudo, manter essas relações de confiança não é fácil, especialmente quando os algoritmos fragmentam continuamente o público.

De simples números a estratégias de clipping: como os criadores combatem o algoritmo nas redes sociais

Diante dessa nova realidade, surgiu uma estratégia inovadora: o chamado “clipping”. Segundo Eric Wei, cofundador da Karat Financial, os criadores estão recrutando verdadeiros exércitos de adolescentes no Discord, pagando-os para criar fragmentos de seus conteúdos e distribuí-los massivamente nas plataformas algorítmicas. “Drake faz isso, Kai Cenat faz, e muitos dos principais streamers e criadores mundiais adotam essa tática para alcançar milhões de visualizações”, explicou Wei.

A genialidade dessa estratégia está no fato de que não importa qual conta publique o conteúdo: se o clip for envolvente, o algoritmo o amplifica independentemente do histórico da conta. Essa abordagem às notícias da criatividade digital representa uma evolução fascinante: enquanto o clipping pode parecer uma forma sofisticada de spam, atualmente funciona porque oferece valor a todos os envolvidos. Os criadores veem seus conteúdos distribuídos, os adolescentes ganham dinheiro, e os algoritmos das redes sociais fornecem conteúdos de qualidade aos usuários.

Por outro lado, Reed Duchscher, CEO da Night e gestor de Kai Cenat, expressa certo ceticismo quanto à escalabilidade dessa estratégia. Segundo Duchscher, o clipping continua importante para a viralização, mas apresenta desafios consideráveis ao tentar amplificá-lo em larga escala com orçamentos elevados. A verdadeira ameaça, segundo muitos especialistas, é que essa tática possa se transformar na próxima onda de “lixo” nas redes sociais, diluindo ainda mais a qualidade dos conteúdos.

Glenn Ginsburg, presidente da QYOU Media, observou que o clipping está se tornando “uma corrida entre criadores para espalhar conteúdos o máximo possível, quase competindo por quem consegue mais visualizações no mesmo IP.” Se essa tendência continuar, o valor dessa tática pode diminuir rapidamente, como acontece com qualquer técnica que se torna demasiado difundida e previsível nas redes sociais.

Nichos especializados vs massa: a nova era das comunidades nas redes sociais

Enquanto a estratégia do clipping promete distribuição viral, outra tendência igualmente significativa nas notícias do setor aponta na direção oposta. Segundo Box, mais de 94% das pessoas afirmam que as redes sociais não são mais realmente “sociais”, e mais da metade está migrando para comunidades de nicho menores e mais autênticas.

Duchscher prevê que o futuro pertence aos criadores com nichos extremamente específicos. Os “macro criadores” como MrBeast, PewDiePie ou Charli D’Amelio, que conquistaram centenas de milhões de seguidores, continuarão a prosperar, mas tornar-se-ão ainda mais difíceis de imitar. Em contrapartida, criadores como Alix Earle e Outdoor Boys, que possuem milhões de seguidores mas não necessariamente um apelo universal, representam o novo modelo de sucesso. “Os algoritmos ficaram tão bons em fornecer exatamente o conteúdo que queremos. É muito mais difícil emergir em cada nicho algorítmico”, observou Duchscher.

Sean Atkins, CEO da Dhar Mann Studios, destaca um ponto crucial frequentemente negligenciado nas notícias sobre a economia dos criadores: o fenômeno não se limita ao entretenimento. “Pensar na economia dos criadores como algo exclusivamente ligado ao entretenimento é um erro. É como reduzir a Internet ou a IA: isso influenciará tudo.” O exemplo de Atkins é esclarecedor: Epic Gardening, um canal do YouTube dedicado à jardinagem, tornou-se tão influente no setor que seu criador adquiriu a terceira maior empresa de sementes dos Estados Unidos, passando de criador de conteúdo a proprietário de uma empresa real.

Essa evolução representa o núcleo das notícias mais recentes sobre a economia dos criadores: o fenômeno não é uma moda passageira, mas uma reconfiguração estrutural de como funcionam as redes sociais, a comunicação e os negócios. Os criadores estão “literalmente influenciando tudo”, afirmou Atkins, sugerindo que já existe um criador especialista na mistura de cimento para arranha-céus.

Enquanto o setor continua a navegar pelos caprichos dos algoritmos e as expectativas mutáveis do público, uma coisa permanece clara: a era em que o número de seguidores determinava o sucesso acabou de vez. Em seu lugar, surge um ecossistema mais complexo, onde autenticidade, confiança e especialização são as verdadeiras moedas do sucesso nas redes sociais. As notícias dos próximos meses e anos provavelmente reforçarão ainda mais essa tendência, impulsionando os criadores a construir relações mais profundas e autênticas com públicos específicos e dedicados.

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