O próprio corpo já nos revelou como viver. Desde a boca até ao ânus, o trato digestivo humano é um canal que atravessa todo o corpo. Embora pareça que a comida entra profundamente no corpo, na verdade ela está sempre a percorrer um “canal externo”. O que realmente nos pertence é apenas a parte que é absorvida; o restante, inevitavelmente, deve sair. O corpo não foi feito para acumular, mas para fluir.
O ar que inspiramos deve ser expirado; a comida que engolimos será eventualmente expelida. Se apenas entra e não sai, a vida ficará bloqueada; comer sem expulsar é constipação, amar sem libertar é obsessão, dor e repressão não ditas são feridas internas. Tudo o que entra em nós, se não puder fluir, irá deteriorar-se. No entanto, nesta era, valoriza-se o acúmulo: mais bens materiais, mais relações, mais informações, mais desejos. Continuamos a ingerir, mas raramente a limpar; continuamos a possuir, mas raramente a deixar ir. Assim, as pessoas vão-se tornando em recipientes de acumulação, em vez de rios que fluem livremente. A verdadeira forma de viver de forma saudável deve assemelhar-se ao corpo: absorver e expulsar; receber e soltar. Pode-se saborear o que é delicioso, mas sem apego; aprender conhecimentos, mas sem se agarrar a preconceitos; experimentar emoções, mas sem permanecer nelas por longos períodos; amar, mas sem possuir. A sabedoria da vida não está em agarrar, mas em circular. As pessoas não são donas do mundo, apenas canais pelos quais as coisas fluem. Faça o bem nutrir, deixe o desconforto passar. Não ambicione demasiado, não permaneça preso, não se apegue. Como o mar que aceita rios diversos e se transforma em nuvens e chuva, como o vento que atravessa a floresta sem possuir uma única folha. Viva como um canal, não como um recipiente; Viva de forma leve, não de forma acumulada. Deixe todas as coisas passarem por ti, sem que precises de segurar nada.
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O próprio corpo já nos revelou como viver. Desde a boca até ao ânus, o trato digestivo humano é um canal que atravessa todo o corpo. Embora pareça que a comida entra profundamente no corpo, na verdade ela está sempre a percorrer um “canal externo”. O que realmente nos pertence é apenas a parte que é absorvida; o restante, inevitavelmente, deve sair. O corpo não foi feito para acumular, mas para fluir.
O ar que inspiramos deve ser expirado; a comida que engolimos será eventualmente expelida. Se apenas entra e não sai, a vida ficará bloqueada; comer sem expulsar é constipação, amar sem libertar é obsessão, dor e repressão não ditas são feridas internas. Tudo o que entra em nós, se não puder fluir, irá deteriorar-se.
No entanto, nesta era, valoriza-se o acúmulo: mais bens materiais, mais relações, mais informações, mais desejos. Continuamos a ingerir, mas raramente a limpar; continuamos a possuir, mas raramente a deixar ir. Assim, as pessoas vão-se tornando em recipientes de acumulação, em vez de rios que fluem livremente.
A verdadeira forma de viver de forma saudável deve assemelhar-se ao corpo: absorver e expulsar; receber e soltar. Pode-se saborear o que é delicioso, mas sem apego; aprender conhecimentos, mas sem se agarrar a preconceitos; experimentar emoções, mas sem permanecer nelas por longos períodos; amar, mas sem possuir.
A sabedoria da vida não está em agarrar, mas em circular.
As pessoas não são donas do mundo, apenas canais pelos quais as coisas fluem. Faça o bem nutrir, deixe o desconforto passar. Não ambicione demasiado, não permaneça preso, não se apegue. Como o mar que aceita rios diversos e se transforma em nuvens e chuva, como o vento que atravessa a floresta sem possuir uma única folha.
Viva como um canal, não como um recipiente;
Viva de forma leve, não de forma acumulada.
Deixe todas as coisas passarem por ti, sem que precises de segurar nada.