No meio da contínua mudança do panorama das criptomoedas, um conceito está a tornar-se central no debate: as cláusulas ou condições nos novos projetos de lei que podem afetar toda a indústria. Kevin O’Leary, o conhecido empresário e magnata do Shark Tank, não se limita a referir-se a essas cláusulas, mas ativa e estrategicamente as considera com base no seu impacto no mercado. O seu sonho não é construir diretamente data centers, mas adquirir ativos fundamentais—terra e energia—que possam servir de base para o futuro das criptomoedas e da inteligência artificial.
Terra, Energia e Licenças: Os Três Pilares da Infraestrutura
O’Leary revelou numa entrevista que atualmente controla mais de 26.000 hectares de terra estrategicamente localizados em várias regiões para este propósito. Entre eles, estão 13.000 hectares já divulgados em Alberta, Canadá, e outros 13.000 hectares em regiões ainda não reveladas, atualmente a passar pelo processo de licenciamento. A estratégia é simples, mas poderosa: enquanto outras empresas tentam construir data centers, O’Leary concentra-se em adquirir o mais importante—energia de qualidade e direitos legais de construção.
O seu investimento na BitZero, uma empresa com data centers na Noruega, Finlândia e North Dakota que apoia mineração de Bitcoin e computação de alto desempenho, demonstra a sua compreensão da indústria. A sua comparação é direta: tal como os desenvolvedores imobiliários procuram o terreno perfeito para arranha-céus, os mineiros e empresas de IA necessitam da mesma qualidade de recursos. A sua tese é profunda—energia e terra são os verdadeiros gargalos, não a tecnologia.
“Não é necessário que eu construa data centers,” afirmou. “O importante é preparar as licenças prontas para uso em tudo o que foi mencionado.” Este insight reflete a sua preocupação de que muitos dos projetos anunciados não se concretizarão. Segundo a sua análise, quase metade dos data centers anunciados nos últimos três anos nunca chegará a ser construído, descrevendo a indústria como uma “especulação de terra sem compreensão real do que é necessário.”
Os contratos de energia nesses locais—especialmente aqueles que oferecem preços abaixo de seis cêntimos por quilowatt-hora—são mais valiosos do que o próprio Bitcoin. São a base da sua convicção de que a infraestrutura, não o ativo digital em si, é o verdadeiro futuro da indústria.
A Realidade do Mercado: Apenas Duas Criptomoedas Importam para as Instituições
A esperança de que todo o mercado de criptomoedas cresça não se reflete nos dados. O renomado analista financeiro Charles Schwab analisou o mercado de crypto avaliado em $3,2 trilhões e encontrou uma concentração surpreendente: quase 80% de tudo está focado apenas em Bitcoin e Ethereum.
A observação de O’Leary é ainda mais aguda: os números indicam que apenas duas posições são necessárias para capturar 97,2% de toda a variação do mercado desde o seu início. O que significa? Milhões de outras criptomoedas—as chamadas “moedas de lixo”—permanece a preços entre 60 e 90% abaixo dos seus picos históricos, sem previsão de retorno.
Esta é uma dura realidade para investidores que esperam que as altcoins tenham uma nova oportunidade de valorização. O dinheiro institucional, o tipo de capital que realmente movimenta os mercados a longo prazo, só se interessa por duas classes de ativos. “No contexto de informações voláteis e alocação de ativos, os Crypto ETFs ainda representam uma pequena fatia,” disse O’Leary, criticando as moedas menores por não serem dignas de grandes carteiras.
A Cláusula que Pode Trazer Mudanças: Regulamentação e Yield de Stablecoin
Porém, a verdadeira barreira para uma maior adoção institucional reside no quadro regulatório. Muitas cláusulas permanecem por decidir, mas uma delas é particularmente crítica: as condições relativas ao yield de stablecoins em contas.
A proposta de lei atualmente em consideração no Senado dos EUA inclui uma cláusula que muitos atores-chave querem evitar. Essa cláusula proíbe que plataformas de stablecoin ofereçam rendimento ou recompensas aos titulares de contas—uma condição discriminatória que, segundo O’Leary, favorece injustamente os bancos tradicionais. O resultado? Exchanges como a Coinbase estão a apoiar a proposta, apesar de inicialmente terem mostrado resistência a essa cláusula.
A própria Coinbase reportou lucros de $355 milhões provenientes de programas de yield de stablecoin no terceiro trimestre de 2025. Este número mostra o potencial de perda caso a cláusula regulatória permaneça como está. O’Leary é otimista de que a lei será alterada—e, quando isso acontecer, acredita que abrirá uma grande porta para investimentos institucionais mais amplos em Bitcoin.
A regulamentação não é apenas papelada. É a chave que pode abrir portas para multinacionais e fundos de pensão que movimentam milhões de dólares para apoiar os ativos digitais de forma plena. Enquanto a indústria aguarda, pessoas como O’Leary estão atentos aos fundamentos—terra, energia e cláusulas que possam regular o mercado.
A estratégia é clara e completa: controlar a infraestrutura, focar nos ativos que realmente interessam às instituições, e vencer no cenário regulatório. De certa forma, o futuro das criptomoedas não se resume mais a bits e códigos—passa por cláusulas, energia e imóveis.
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O Componente que Pode Transformar o Mercado: Kevin O'Leary e o Futuro da Infraestrutura em Criptomoedas
No meio da contínua mudança do panorama das criptomoedas, um conceito está a tornar-se central no debate: as cláusulas ou condições nos novos projetos de lei que podem afetar toda a indústria. Kevin O’Leary, o conhecido empresário e magnata do Shark Tank, não se limita a referir-se a essas cláusulas, mas ativa e estrategicamente as considera com base no seu impacto no mercado. O seu sonho não é construir diretamente data centers, mas adquirir ativos fundamentais—terra e energia—que possam servir de base para o futuro das criptomoedas e da inteligência artificial.
Terra, Energia e Licenças: Os Três Pilares da Infraestrutura
O’Leary revelou numa entrevista que atualmente controla mais de 26.000 hectares de terra estrategicamente localizados em várias regiões para este propósito. Entre eles, estão 13.000 hectares já divulgados em Alberta, Canadá, e outros 13.000 hectares em regiões ainda não reveladas, atualmente a passar pelo processo de licenciamento. A estratégia é simples, mas poderosa: enquanto outras empresas tentam construir data centers, O’Leary concentra-se em adquirir o mais importante—energia de qualidade e direitos legais de construção.
O seu investimento na BitZero, uma empresa com data centers na Noruega, Finlândia e North Dakota que apoia mineração de Bitcoin e computação de alto desempenho, demonstra a sua compreensão da indústria. A sua comparação é direta: tal como os desenvolvedores imobiliários procuram o terreno perfeito para arranha-céus, os mineiros e empresas de IA necessitam da mesma qualidade de recursos. A sua tese é profunda—energia e terra são os verdadeiros gargalos, não a tecnologia.
“Não é necessário que eu construa data centers,” afirmou. “O importante é preparar as licenças prontas para uso em tudo o que foi mencionado.” Este insight reflete a sua preocupação de que muitos dos projetos anunciados não se concretizarão. Segundo a sua análise, quase metade dos data centers anunciados nos últimos três anos nunca chegará a ser construído, descrevendo a indústria como uma “especulação de terra sem compreensão real do que é necessário.”
Os contratos de energia nesses locais—especialmente aqueles que oferecem preços abaixo de seis cêntimos por quilowatt-hora—são mais valiosos do que o próprio Bitcoin. São a base da sua convicção de que a infraestrutura, não o ativo digital em si, é o verdadeiro futuro da indústria.
A Realidade do Mercado: Apenas Duas Criptomoedas Importam para as Instituições
A esperança de que todo o mercado de criptomoedas cresça não se reflete nos dados. O renomado analista financeiro Charles Schwab analisou o mercado de crypto avaliado em $3,2 trilhões e encontrou uma concentração surpreendente: quase 80% de tudo está focado apenas em Bitcoin e Ethereum.
A observação de O’Leary é ainda mais aguda: os números indicam que apenas duas posições são necessárias para capturar 97,2% de toda a variação do mercado desde o seu início. O que significa? Milhões de outras criptomoedas—as chamadas “moedas de lixo”—permanece a preços entre 60 e 90% abaixo dos seus picos históricos, sem previsão de retorno.
Esta é uma dura realidade para investidores que esperam que as altcoins tenham uma nova oportunidade de valorização. O dinheiro institucional, o tipo de capital que realmente movimenta os mercados a longo prazo, só se interessa por duas classes de ativos. “No contexto de informações voláteis e alocação de ativos, os Crypto ETFs ainda representam uma pequena fatia,” disse O’Leary, criticando as moedas menores por não serem dignas de grandes carteiras.
A Cláusula que Pode Trazer Mudanças: Regulamentação e Yield de Stablecoin
Porém, a verdadeira barreira para uma maior adoção institucional reside no quadro regulatório. Muitas cláusulas permanecem por decidir, mas uma delas é particularmente crítica: as condições relativas ao yield de stablecoins em contas.
A proposta de lei atualmente em consideração no Senado dos EUA inclui uma cláusula que muitos atores-chave querem evitar. Essa cláusula proíbe que plataformas de stablecoin ofereçam rendimento ou recompensas aos titulares de contas—uma condição discriminatória que, segundo O’Leary, favorece injustamente os bancos tradicionais. O resultado? Exchanges como a Coinbase estão a apoiar a proposta, apesar de inicialmente terem mostrado resistência a essa cláusula.
A própria Coinbase reportou lucros de $355 milhões provenientes de programas de yield de stablecoin no terceiro trimestre de 2025. Este número mostra o potencial de perda caso a cláusula regulatória permaneça como está. O’Leary é otimista de que a lei será alterada—e, quando isso acontecer, acredita que abrirá uma grande porta para investimentos institucionais mais amplos em Bitcoin.
A regulamentação não é apenas papelada. É a chave que pode abrir portas para multinacionais e fundos de pensão que movimentam milhões de dólares para apoiar os ativos digitais de forma plena. Enquanto a indústria aguarda, pessoas como O’Leary estão atentos aos fundamentos—terra, energia e cláusulas que possam regular o mercado.
A estratégia é clara e completa: controlar a infraestrutura, focar nos ativos que realmente interessam às instituições, e vencer no cenário regulatório. De certa forma, o futuro das criptomoedas não se resume mais a bits e códigos—passa por cláusulas, energia e imóveis.