Por que é que, mesmo sabendo que devia fazer um stop loss, não consegue dar esse passo?
Muitas pessoas pensam que o stop loss é uma questão técnica; na verdade, nunca foi, o stop loss é uma questão de humanidade.
Primeira camada: você não é que não entenda de stop loss, você não quer admitir o erro. Quando chega a hora de sair, você não sai, não porque não conhece os riscos, não porque não vê o prejuízo, mas por aquela frase: ele deve voltar, espera mais um pouco, talvez seja só uma limpeza, você não está esperando pelo mercado, está apenas esperando um resultado que não o envergonhe. Você não está protegendo a conta, está protegendo a dignidade. Assim, um pequeno erro lentamente se transforma numa grande armadilha.
Segunda camada: você não está guardando a posição, está guardando uma ilusão. Quando perde pouco, não sai porque acha que está tudo bem; quando a perda se torna evidente, não sai porque acha que não pode sair no ponto mais baixo. Quando a perda se torna uma catástrofe, de repente você passa a ter fé. Você fala de tendência, mas no fundo está agarrado à ilusão. E o mercado mais cruel é que quanto mais você se ilude, mais ele te faz ver a realidade.
Terceira camada: por que o stop loss é tão difícil? Porque o stop loss não é uma linha de corte; é admitir que aquela operação falhou, que aquela análise foi errada. Essa sensação de ser corrigido pela realidade, de ser negado pelos fatos, de ser ensinado pelo mercado dói demais. Por isso, você opta por procrastinar, resistir, fantasiar. E o resultado é que quanto mais você adia, mais fundo fica; quanto mais fundo, mais relutante fica em sair; quanto mais relutante, mais difícil de sair. Essa é a parte mais cruel do mercado.
Às vezes, quando também estou preso às emoções, quando também não quero admitir o erro, quando vejo o prejuízo e ainda assim reluto em apertar o botão, penso que o stop loss não é uma derrota, mas uma forma de impedir que a derrota se amplie.
Quarta camada: então, como os mestres fazem o stop loss? Os mestres nunca se apegam, não discutem, não fantasiam, não perdem tempo tentando recuperar. Eles apenas perguntam a si mesmos: minha lógica ainda faz sentido? Se não faz, eles saem. Saem limpos, decisivos, com dignidade. Porque sabem que o stop loss não é derrota, é clareza. O stop loss é manter a próxima oportunidade.
Buda diz que só libertamos quando deixamos ir. Laozi diz que só encontramos paz ao saber quando parar. E o mercado, na verdade, não destrói quem perde dinheiro, mas quem se recusa a fazer stop loss.
Quatro frases que deixo para os irmãos: 1. Stop loss não é fracasso, é interromper o erro. 2. Procrastinar não cura prejuízo, só aumenta o custo. 3. Não admitir o erro é a obsessão mais cara do mercado. 4. Quem consegue sair com dignidade pode voltar a entrar. O mercado não se torna mais brando por sua teimosia, ele só recompensa quem consegue manter a clareza.
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Por que é que, mesmo sabendo que devia fazer um stop loss, não consegue dar esse passo?
Muitas pessoas pensam que o stop loss é uma questão técnica; na verdade, nunca foi, o stop loss é uma questão de humanidade.
Primeira camada: você não é que não entenda de stop loss, você não quer admitir o erro. Quando chega a hora de sair, você não sai, não porque não conhece os riscos, não porque não vê o prejuízo, mas por aquela frase: ele deve voltar, espera mais um pouco, talvez seja só uma limpeza, você não está esperando pelo mercado, está apenas esperando um resultado que não o envergonhe. Você não está protegendo a conta, está protegendo a dignidade. Assim, um pequeno erro lentamente se transforma numa grande armadilha.
Segunda camada: você não está guardando a posição, está guardando uma ilusão. Quando perde pouco, não sai porque acha que está tudo bem; quando a perda se torna evidente, não sai porque acha que não pode sair no ponto mais baixo. Quando a perda se torna uma catástrofe, de repente você passa a ter fé. Você fala de tendência, mas no fundo está agarrado à ilusão. E o mercado mais cruel é que quanto mais você se ilude, mais ele te faz ver a realidade.
Terceira camada: por que o stop loss é tão difícil? Porque o stop loss não é uma linha de corte; é admitir que aquela operação falhou, que aquela análise foi errada. Essa sensação de ser corrigido pela realidade, de ser negado pelos fatos, de ser ensinado pelo mercado dói demais. Por isso, você opta por procrastinar, resistir, fantasiar. E o resultado é que quanto mais você adia, mais fundo fica; quanto mais fundo, mais relutante fica em sair; quanto mais relutante, mais difícil de sair. Essa é a parte mais cruel do mercado.
Às vezes, quando também estou preso às emoções, quando também não quero admitir o erro, quando vejo o prejuízo e ainda assim reluto em apertar o botão, penso que o stop loss não é uma derrota, mas uma forma de impedir que a derrota se amplie.
Quarta camada: então, como os mestres fazem o stop loss? Os mestres nunca se apegam, não discutem, não fantasiam, não perdem tempo tentando recuperar. Eles apenas perguntam a si mesmos: minha lógica ainda faz sentido? Se não faz, eles saem. Saem limpos, decisivos, com dignidade. Porque sabem que o stop loss não é derrota, é clareza. O stop loss é manter a próxima oportunidade.
Buda diz que só libertamos quando deixamos ir. Laozi diz que só encontramos paz ao saber quando parar. E o mercado, na verdade, não destrói quem perde dinheiro, mas quem se recusa a fazer stop loss.
Quatro frases que deixo para os irmãos:
1. Stop loss não é fracasso, é interromper o erro.
2. Procrastinar não cura prejuízo, só aumenta o custo.
3. Não admitir o erro é a obsessão mais cara do mercado.
4. Quem consegue sair com dignidade pode voltar a entrar. O mercado não se torna mais brando por sua teimosia, ele só recompensa quem consegue manter a clareza.