Projetos acumulam-se alegando serem "infraestruturas", mas poucos realmente merecem esse título. A abordagem do Dusk Network é interessante — em vez de se apresentar como uma infraestrutura, é mais preciso chamá-lo de um "sistema operacional financeiro". Ele não busca criar aplicações de sucesso instantâneo, mas sim transformar as regras de operação de ativos regulados na blockchain em lógica de execução na camada de protocolo.
Para entender o Dusk, apenas uma lista de funcionalidades não é suficiente. O mais importante é como ele responde a alguns dos principais desafios enfrentados pelo setor financeiro atual.
**Desafio 1: Como as regras podem se tornar restrições rígidas?**
Nas blockchains públicas comuns, as regras geralmente permanecem na camada de "acordo entre todos" ou restrições do front-end. Mas o setor financeiro valoriza a certeza — essa não pode ser ambígua.
A abordagem do Dusk é direta: não trate as regras como um manual, mas faça delas uma propriedade intrínseca do ativo. No Dusk, cada ativo desde o momento de sua criação pode ter condições específicas vinculadas — quem tem direito de possuí-lo, como transferi-lo, quais verificações de conformidade são necessárias. Essas condições não são escritas para o usuário ler, mas para a cadeia de blocos executar. Se as condições não forem atendidas, a transação simplesmente não entra no sistema. Assim, a conformidade passa de um processo para um estado.
**Desafio 2: Privacidade e auditoria são realmente opostos?**
O Dusk não optou por uma abordagem extrema. Nem totalmente anônimo, nem totalmente transparente, mas uma solução de compromisso mais próxima da realidade financeira — a divulgação seletiva.
No design do protocolo, detalhes da transação não são visíveis no mercado, a estrutura de posições não pode ser revertida, e as informações dos contrapartes permanecem confidenciais. Mas, ao mesmo tempo, o sistema consegue gerar provas criptográficas verificáveis, que podem ser divulgadas de forma direcionada ao obter autorização. Essa abordagem protege a privacidade dos participantes, ao mesmo tempo em que deixa uma janela de transparência necessária para a fiscalização.
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fren.eth
· 12h atrás
Nossa, finalmente alguém explicou claramente esse clichê de "infraestrutura". A maioria dos projetos apenas troca o nome para enganar as pessoas, né? A abordagem do Dusk com esse sistema financeiro OS realmente é diferente, né?
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SellTheBounce
· 12h atrás
Parece grandioso, mas ainda assim tenho que dizer — as blockchains amigáveis à regulamentação acabam por se tornar, no final, uma máquina de saque para grandes instituições. Embora as regras estejam codificadas, o que realmente está garantido? Quem pode jogar, quem não pode jogar, é isso que está garantido.
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MainnetDelayedAgain
· 13h atrás
Espera aí, Dusk fala de forma tão idealizada, será que realmente funciona tão suavemente quando for ao ar? Quanto tempo já passou desde a última promessa?
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MetaMuskRat
· 13h atrás
Uau, finalmente há um projeto que não fica só a falar. A abordagem de divulgação seletiva do Dusk é realmente excelente. Protege a privacidade e ainda deixa espaço para a supervisão. Essa é a direção que o setor financeiro deve seguir.
Projetos acumulam-se alegando serem "infraestruturas", mas poucos realmente merecem esse título. A abordagem do Dusk Network é interessante — em vez de se apresentar como uma infraestrutura, é mais preciso chamá-lo de um "sistema operacional financeiro". Ele não busca criar aplicações de sucesso instantâneo, mas sim transformar as regras de operação de ativos regulados na blockchain em lógica de execução na camada de protocolo.
Para entender o Dusk, apenas uma lista de funcionalidades não é suficiente. O mais importante é como ele responde a alguns dos principais desafios enfrentados pelo setor financeiro atual.
**Desafio 1: Como as regras podem se tornar restrições rígidas?**
Nas blockchains públicas comuns, as regras geralmente permanecem na camada de "acordo entre todos" ou restrições do front-end. Mas o setor financeiro valoriza a certeza — essa não pode ser ambígua.
A abordagem do Dusk é direta: não trate as regras como um manual, mas faça delas uma propriedade intrínseca do ativo. No Dusk, cada ativo desde o momento de sua criação pode ter condições específicas vinculadas — quem tem direito de possuí-lo, como transferi-lo, quais verificações de conformidade são necessárias. Essas condições não são escritas para o usuário ler, mas para a cadeia de blocos executar. Se as condições não forem atendidas, a transação simplesmente não entra no sistema. Assim, a conformidade passa de um processo para um estado.
**Desafio 2: Privacidade e auditoria são realmente opostos?**
O Dusk não optou por uma abordagem extrema. Nem totalmente anônimo, nem totalmente transparente, mas uma solução de compromisso mais próxima da realidade financeira — a divulgação seletiva.
No design do protocolo, detalhes da transação não são visíveis no mercado, a estrutura de posições não pode ser revertida, e as informações dos contrapartes permanecem confidenciais. Mas, ao mesmo tempo, o sistema consegue gerar provas criptográficas verificáveis, que podem ser divulgadas de forma direcionada ao obter autorização. Essa abordagem protege a privacidade dos participantes, ao mesmo tempo em que deixa uma janela de transparência necessária para a fiscalização.