## Ativos de privacidade em ascensão: onde colocar o capital livre quando a regulamentação se aperta?
Se há alguma coisa que se destaca de forma anormal no mercado de criptomoedas em 2025, é o desempenho surpreendente das moedas de privacidade. Enquanto a maioria dos setores luta para se manter, ativos orientados à privacidade como Zcash (ZEC) e Monero (XMR) estão a experimentar uma reversão. Segundo dados recentes, a ZEC teve uma valorização superior a 698% no último ano, deixando muito atrás outros setores, enquanto o Bitcoin teve um desempenho relativamente moderado, até mesmo uma ligeira queda de 1,05%.
O que exatamente aconteceu por trás disso? Por que o capital está a fluir repentinamente para uma categoria de ativos que foi repetidamente alvo de regulamentação?
## Conflito entre controle e liberdade
Vitalik Buterin, cofundador do Ethereum, lançou recentemente um aviso contundente nas redes sociais. Ele expressou forte ceticismo em relação à Lei de Serviços Digitais (DSA) da União Europeia. Na visão de Buterin, esse quadro legal tenta fechar completamente as portas a certas ideias e produtos "indesejados", ignorando uma questão central: o problema não está na existência dessas ideias, mas em como os algoritmos as amplificam infinitamente.
A opinião de Buterin aborda uma contradição mais profunda — quando o sistema começa a suprimir indiscriminadamente certas ferramentas ou ativos, na verdade reforça o desejo das pessoas por privacidade e autonomia.
## Momento de aperto na regulamentação europeia
2025 marca um ano de virada para o mercado de criptomoedas na Europa. A UE deixou de discutir regras e passou a implementá-las de fato. O regulamento MiCA entrou em vigor, impondo requisitos rigorosos de licença, divulgação e filtragem de tokens às empresas de criptografia. As stablecoins enfrentam uma pressão de eliminação sistemática, enquanto o combate à lavagem de dinheiro tornou-se uma prioridade regulatória, acompanhada de novas regras de segurança cibernética e riscos operacionais.
Sob essa tempestade regulatória, as atividades de negociação surpreendentemente migraram para ativos de privacidade. Dados de mercado mostram que o volume de negociação e a classificação de valor de mercado das moedas de privacidade estão a subir de forma constante, com o capital buscando alternativas que protejam a autonomia dos detentores.
## Dos EUA ao Japão, passando pela Europa
Não é a primeira vez que vemos esse ciclo. As sanções aos Tornado Cash provocaram um debate global sobre privacidade e controle financeiro. Depois, as exchanges mainstream começaram a remover Monero e outras moedas de privacidade, elevando rapidamente os custos de conformidade. O Japão já proibiu a negociação de moedas de privacidade há anos, e outros países seguiram com políticas restritivas.
O que parece contraditório é que, sempre que o acesso é restringido, as moedas de privacidade acabam ganhando destaque. Mesmo a recente decisão judicial contra Tornado Cash reacendeu o interesse pelas moedas de privacidade.
## Um padrão que merece reflexão
Ao sobrepor o aviso de Vitalik aos dados atuais do mercado, surge um quadro claro: quanto maior o controle do sistema, maior a atração por ativos de privacidade e autonomia. Isso não é uma coincidência, mas uma lei natural.
Para investidores focados no Ethereum e seu ecossistema, embora o desempenho do Ethereum em dólares canadenses seja influenciado pelo mercado geral, a tensão entre privacidade, liberdade e regulamentação está a moldar o novo cenário do mercado de criptomoedas em 2025. A ascensão das moedas de privacidade, de certa forma, é uma resposta do mercado à nova estrutura regulatória europeia, usando o preço como linguagem.
**Observação central** - As moedas de privacidade estão a tornar-se a categoria de ativos de criptografia com melhor desempenho em 2025 - A implementação do MiCA e da DSA na Europa impulsiona o fluxo de capital para soluções prioritariamente focadas na privacidade - Essa tendência reflete uma questão mais profunda: quando o espaço de liberdade é comprimido, o mercado encontra novas saídas
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## Ativos de privacidade em ascensão: onde colocar o capital livre quando a regulamentação se aperta?
Se há alguma coisa que se destaca de forma anormal no mercado de criptomoedas em 2025, é o desempenho surpreendente das moedas de privacidade. Enquanto a maioria dos setores luta para se manter, ativos orientados à privacidade como Zcash (ZEC) e Monero (XMR) estão a experimentar uma reversão. Segundo dados recentes, a ZEC teve uma valorização superior a 698% no último ano, deixando muito atrás outros setores, enquanto o Bitcoin teve um desempenho relativamente moderado, até mesmo uma ligeira queda de 1,05%.
O que exatamente aconteceu por trás disso? Por que o capital está a fluir repentinamente para uma categoria de ativos que foi repetidamente alvo de regulamentação?
## Conflito entre controle e liberdade
Vitalik Buterin, cofundador do Ethereum, lançou recentemente um aviso contundente nas redes sociais. Ele expressou forte ceticismo em relação à Lei de Serviços Digitais (DSA) da União Europeia. Na visão de Buterin, esse quadro legal tenta fechar completamente as portas a certas ideias e produtos "indesejados", ignorando uma questão central: o problema não está na existência dessas ideias, mas em como os algoritmos as amplificam infinitamente.
A opinião de Buterin aborda uma contradição mais profunda — quando o sistema começa a suprimir indiscriminadamente certas ferramentas ou ativos, na verdade reforça o desejo das pessoas por privacidade e autonomia.
## Momento de aperto na regulamentação europeia
2025 marca um ano de virada para o mercado de criptomoedas na Europa. A UE deixou de discutir regras e passou a implementá-las de fato. O regulamento MiCA entrou em vigor, impondo requisitos rigorosos de licença, divulgação e filtragem de tokens às empresas de criptografia. As stablecoins enfrentam uma pressão de eliminação sistemática, enquanto o combate à lavagem de dinheiro tornou-se uma prioridade regulatória, acompanhada de novas regras de segurança cibernética e riscos operacionais.
Sob essa tempestade regulatória, as atividades de negociação surpreendentemente migraram para ativos de privacidade. Dados de mercado mostram que o volume de negociação e a classificação de valor de mercado das moedas de privacidade estão a subir de forma constante, com o capital buscando alternativas que protejam a autonomia dos detentores.
## Dos EUA ao Japão, passando pela Europa
Não é a primeira vez que vemos esse ciclo. As sanções aos Tornado Cash provocaram um debate global sobre privacidade e controle financeiro. Depois, as exchanges mainstream começaram a remover Monero e outras moedas de privacidade, elevando rapidamente os custos de conformidade. O Japão já proibiu a negociação de moedas de privacidade há anos, e outros países seguiram com políticas restritivas.
O que parece contraditório é que, sempre que o acesso é restringido, as moedas de privacidade acabam ganhando destaque. Mesmo a recente decisão judicial contra Tornado Cash reacendeu o interesse pelas moedas de privacidade.
## Um padrão que merece reflexão
Ao sobrepor o aviso de Vitalik aos dados atuais do mercado, surge um quadro claro: quanto maior o controle do sistema, maior a atração por ativos de privacidade e autonomia. Isso não é uma coincidência, mas uma lei natural.
Para investidores focados no Ethereum e seu ecossistema, embora o desempenho do Ethereum em dólares canadenses seja influenciado pelo mercado geral, a tensão entre privacidade, liberdade e regulamentação está a moldar o novo cenário do mercado de criptomoedas em 2025. A ascensão das moedas de privacidade, de certa forma, é uma resposta do mercado à nova estrutura regulatória europeia, usando o preço como linguagem.
**Observação central**
- As moedas de privacidade estão a tornar-se a categoria de ativos de criptografia com melhor desempenho em 2025
- A implementação do MiCA e da DSA na Europa impulsiona o fluxo de capital para soluções prioritariamente focadas na privacidade
- Essa tendência reflete uma questão mais profunda: quando o espaço de liberdade é comprimido, o mercado encontra novas saídas