A escassez de grafite está silenciosamente a remodelar o panorama da transição energética. Aqui está o que os dados nos dizem:



O mundo enfrenta um défice de grafite em expansão — passou de 158% em 2024 para uma previsão de 313% até 2030. Esta enorme lacuna entre oferta e procura não é apenas um número numa folha de cálculo; impacta diretamente a produção de baterias de íons de lítio, o que significa que tudo, desde veículos elétricos até armazenamento em rede, pode enfrentar obstáculos sérios.

O verdadeiro fator surpresa? A China controla 96% do fornecimento global de grafite. Este nível de concentração cria uma vulnerabilidade enorme em todo o ecossistema de minerais críticos. Quando um jogador domina de forma tão completa, os choques de oferta reverberam por todas as indústrias que dependem destes materiais — e a lista é longa.

Isto importa para quem acompanha os mercados de commodities, a dinâmica da cadeia de abastecimento e os riscos de inflação a longo prazo. A crise do grafite não está a chegar; já chegou. Como os mercados e os governos responderão a esta escassez moldará a próxima década de infraestrutura energética.
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