Olhe para o fato de que recentemente o iene atingiu mínimas históricas face ao dólar, ao euro e ao ouro — isso não é um sinal normal de mercado. Em um ambiente financeiro estável, esse tipo de coisa simplesmente não acontece.
O Japão é a peça mais crítica do todo. Quando o iene continua a desvalorizar, a maior consequência é uma das maiores operações globais — a arbitragem de juros. Assim que esse mecanismo é comprimido, o mercado entra rapidamente em modo de liquidação.
Os dados são claros: o Japão detém cerca de 1,2 triliões de dólares em títulos do Tesouro dos EUA. Quando o iene despenca, o capital japonês costuma reagir imediatamente — recuperando exposição ao risco, aumentando estratégias de hedge, vendendo ativos em moeda estrangeira para reduzir a exposição ao risco. Assim, a pressão de venda de títulos do Tesouro dos EUA aumenta, elevando as taxas de juros americanas.
O aumento das taxas de juros pode parecer pouco, mas as consequências são graves. Custos de empréstimo aumentam, a liquidez começa a se restringir, ativos de risco ficam sob pressão. Todo o ciclo funciona assim: aumento do custo do capital → refinanciamento mais caro → condições de empréstimo mais restritas → alavancagem sendo liquidada → ativos de risco começando a ajustar-se. Os gráficos podem parecer bons a curto prazo, mas uma vez iniciado, é difícil de controlar.
A história nos mostra que a sequência sempre é assim: os títulos primeiro reagem → as ações seguem → as criptomoedas oscilam drasticamente. Essa cadeia de transmissão ainda é válida até 2026.
A maioria das pessoas fica o dia todo de olho nos gráficos de velas, mas o verdadeiro sinal de alerta é o iene. Ele é o primeiro indicador a reagir às mudanças na liquidez global. Não o ignore.
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Olhe para o fato de que recentemente o iene atingiu mínimas históricas face ao dólar, ao euro e ao ouro — isso não é um sinal normal de mercado. Em um ambiente financeiro estável, esse tipo de coisa simplesmente não acontece.
O Japão é a peça mais crítica do todo. Quando o iene continua a desvalorizar, a maior consequência é uma das maiores operações globais — a arbitragem de juros. Assim que esse mecanismo é comprimido, o mercado entra rapidamente em modo de liquidação.
Os dados são claros: o Japão detém cerca de 1,2 triliões de dólares em títulos do Tesouro dos EUA. Quando o iene despenca, o capital japonês costuma reagir imediatamente — recuperando exposição ao risco, aumentando estratégias de hedge, vendendo ativos em moeda estrangeira para reduzir a exposição ao risco. Assim, a pressão de venda de títulos do Tesouro dos EUA aumenta, elevando as taxas de juros americanas.
O aumento das taxas de juros pode parecer pouco, mas as consequências são graves. Custos de empréstimo aumentam, a liquidez começa a se restringir, ativos de risco ficam sob pressão. Todo o ciclo funciona assim: aumento do custo do capital → refinanciamento mais caro → condições de empréstimo mais restritas → alavancagem sendo liquidada → ativos de risco começando a ajustar-se. Os gráficos podem parecer bons a curto prazo, mas uma vez iniciado, é difícil de controlar.
A história nos mostra que a sequência sempre é assim: os títulos primeiro reagem → as ações seguem → as criptomoedas oscilam drasticamente. Essa cadeia de transmissão ainda é válida até 2026.
A maioria das pessoas fica o dia todo de olho nos gráficos de velas, mas o verdadeiro sinal de alerta é o iene. Ele é o primeiro indicador a reagir às mudanças na liquidez global. Não o ignore.