Nova York, janeiro de 2026 — A indústria de blockchain voltou a estar no centro de controvérsias devido à involvência de uma figura pública. O anterior prefeito de Nova York, Éric Adams, lançou o token NYC, que em poucas horas experimentou uma volatilidade extrema, passando de um pico de valor de quase 580 milhões de dólares para cerca de 130 milhões de dólares, levantando dúvidas e críticas severas. O núcleo desta controvérsia não reside apenas na forte oscilação do preço do token, mas também numa questão mais profunda: quando figuras públicas entram no setor de criptomoedas, que responsabilidades devem assumir?
A história: nascimento e controvérsia do token NYC
Éric Adams, ex-prefeito de Nova York, que se autodenominou “prefeito do Bitcoin”, pouco duas semanas após deixar o cargo, apareceu sob um outdoor na Times Square para promover uma criptomoeda chamada token NYC. Este movimento foi altamente dramático. Adams tinha defendido transformar Nova York na “capital mundial das criptomoedas”, e os seus três salários como prefeito foram pagos em Bitcoin.
O token NYC foi apresentado como um projeto de interesse social. Segundo Adams, os lucros do token seriam usados para combater o anti-semitismo, o anti-americanismo e ajudar crianças a aprenderem tecnologia blockchain. O site oficial descreve-o como uma “nova geração de criptomoedas inspirada na energia e inovação incessantes de Nova York”.
Revelações de dados: retirada de liquidez e colapso de preço
No entanto, a visão otimista foi rapidamente desfeita pelos dados. Segundo o relatório da plataforma de análise blockchain Bubblemaps, as carteiras relacionadas ao projeto retiraram cerca de 2,5 milhões de dólares em liquidez no pico de preço.
Apesar de, após uma queda de aproximadamente 60%, as carteiras relacionadas terem reinjetado cerca de 1,5 milhão de dólares, ainda restam cerca de 900 mil dólares não recuperados. Essa operação levou a uma queda abrupta do valor de mercado do NYC Token, de quase 580 milhões de dólares para cerca de 130 milhões.
Mais preocupante ainda é a concentração de detenção de tokens. Usuários de criptomoedas apontaram que os dez maiores detentores do NYC Token controlam 98,73% do fornecimento total, sendo que uma única carteira detém 70% dos tokens. Essa estrutura altamente concentrada torna o token vulnerável a manipulações.
Críticas severas do fundador do Uniswap: investidores tolos e fraudes
Este episódio provocou duras críticas de Hayden Adams, fundador do Uniswap. Em redes sociais, Adams afirmou sem rodeios: “Quando celebridades usam blockchain, basicamente agem como estúpidos golpistas, sem perceber que as transações são públicas.” Adams destacou que a tecnologia blockchain é uma “ferramenta de colaboração, monetização e distribuição de valor sem precedentes”, usada por milhões ao redor do mundo, com ativos cada vez mais tokenizados e modelos de negócio evoluindo com base nisso.
Ele sugeriu formas legítimas de figuras públicas obterem lucros com blockchain:
Emitir tokens mantendo a liquidez estável
Oferecer valor real aos detentores, como encontros ou votações de governança
Manter transparência no projeto, sendo honesto sobre transações e riscos
Adams acredita que, ao administrar honestamente projetos de blockchain, figuras públicas podem não só obter maiores lucros, mas também proteger sua reputação e evitar processos legais.
Comparação na indústria: aplicações corretas e incorretas de blockchain
Para ilustrar melhor o problema, comparamos as práticas controversas do NYC Token com as recomendações de conformidade do fundador do Uniswap:
Dimensão
Prática controversa do NYC Token
Prática recomendada pelo Uniswap
Gestão de liquidez
Retirada de cerca de 2,5 milhões de dólares na alta de preço
Manter a liquidez do pool estável, sem saídas arbitrárias
Distribuição de tokens
Os dez maiores carteiras controlam 98,73% do total, alta concentração
Informações limitadas sobre a equipe, site pouco detalhado
Manter transparência, divulgar abertamente transações e riscos
Proposta de valor
Promessas de combate ao anti-semitismo e objetivos grandiosos
Oferecer utilidade real, como encontros ou votações de governança
Planejamento a longo prazo
Saídas abruptas que causam queda de preço
Desenvolver planos de longo prazo, evitar ações de curto prazo
Estado atual do mercado de criptomoedas: volatilidade e oportunidades
Apesar da controvérsia envolvendo o NYC Token, o mercado de criptomoedas mantém-se estável. Segundo dados do Gate, em 14 de janeiro de 2026, o preço do Bitcoin era de $95.459,4, com alta de 4,51% nas últimas 24 horas, e valor de mercado de $1,9 trilhões, representando 55,99% do mercado. O Ethereum negociava a $3.336,54, com alta de 7,54% nas últimas 24 horas, e valor de mercado de $401,45 bilhões, com participação de 11,79%. O token do Gate, GT, estava a $10,79, com alta de 4,76% nas últimas 24 horas, e valor de mercado de $1,07 bilhões.
Esses dados mostram que, apesar de projetos controversos como o NYC Token, as principais criptomoedas continuam a evoluir de forma estável e a manter a confiança do mercado. Investidores institucionais e individuais reconhecem o valor de longo prazo da tecnologia blockchain, e o mercado como um todo apresenta sinais de desenvolvimento saudável.
Reflexão na indústria: encruzilhada dos tokens de celebridades
O episódio do NYC Token não é apenas uma falha de um projeto, mas um alerta para todo o setor de tokens de celebridades. Esses projetos frequentemente enfrentam questões-chave:
Primeiro, a falta de confiança e transparência. Muitos projetos de tokens de celebridades carecem de roteiros claros, informações transparentes sobre a equipe e planos concretos, dependendo apenas do brilho da celebridade para atrair investimentos.
Segundo, riscos regulatórios. Com o aumento de casos semelhantes, órgãos reguladores globais podem reforçar a fiscalização de tokens patrocinados por celebridades, podendo impor requisitos mais rigorosos de divulgação de informações e proteção ao investidor.
Terceiro, dano à reputação do setor. Cada fracasso de token de celebridade desgasta a confiança pública na indústria de criptomoedas, dificultando o reconhecimento de projetos realmente inovadores.
A essência do blockchain é construir confiança por meio de tecnologia, e o uso indevido de tokens de celebridades mina essa base. A indústria precisa estabelecer padrões mais rígidos de autorregulação, garantindo que a participação de figuras públicas realmente impulsione a adoção tecnológica, e não apenas lucros rápidos. A transparência do blockchain funciona como um espelho que revela transações suspeitas, deixando registros públicos irrefutáveis, enquanto a aura de celebridade muitas vezes parece fraca diante dessa transparência.
À medida que o episódio do NYC Token se espalha, a comunidade cripto começa a reavaliar o papel e a responsabilidade de figuras públicas no setor. A recomendação de Hayden Adams de “gestão honesta de projetos de blockchain” não é apenas um conselho para celebridades, mas um princípio fundamental para toda a indústria. Plataformas de negociação como o Gate oferecem acesso a diversos ativos digitais, e sua responsabilidade vai além de fornecer canais de negociação — inclui também a realização de auditorias rigorosas e recursos educativos para ajudar os usuários a distinguir inovação legítima de especulação de curto prazo. O futuro do blockchain não está em criar mais tokens de celebridades passageiras, mas em construir redes de valor transparentes e confiáveis. Cada evento como o NYC Token nos lembra: neste setor emergente, construir confiança exige esforço contínuo, e destruí-la basta um ato irresponsável.
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Da controvérsia dos tokens de NYC à reflexão da indústria: como os tokens de celebridades podem deixar de ser sinónimo de “fraude”?
Nova York, janeiro de 2026 — A indústria de blockchain voltou a estar no centro de controvérsias devido à involvência de uma figura pública. O anterior prefeito de Nova York, Éric Adams, lançou o token NYC, que em poucas horas experimentou uma volatilidade extrema, passando de um pico de valor de quase 580 milhões de dólares para cerca de 130 milhões de dólares, levantando dúvidas e críticas severas. O núcleo desta controvérsia não reside apenas na forte oscilação do preço do token, mas também numa questão mais profunda: quando figuras públicas entram no setor de criptomoedas, que responsabilidades devem assumir?
A história: nascimento e controvérsia do token NYC
Éric Adams, ex-prefeito de Nova York, que se autodenominou “prefeito do Bitcoin”, pouco duas semanas após deixar o cargo, apareceu sob um outdoor na Times Square para promover uma criptomoeda chamada token NYC. Este movimento foi altamente dramático. Adams tinha defendido transformar Nova York na “capital mundial das criptomoedas”, e os seus três salários como prefeito foram pagos em Bitcoin.
O token NYC foi apresentado como um projeto de interesse social. Segundo Adams, os lucros do token seriam usados para combater o anti-semitismo, o anti-americanismo e ajudar crianças a aprenderem tecnologia blockchain. O site oficial descreve-o como uma “nova geração de criptomoedas inspirada na energia e inovação incessantes de Nova York”.
Revelações de dados: retirada de liquidez e colapso de preço
No entanto, a visão otimista foi rapidamente desfeita pelos dados. Segundo o relatório da plataforma de análise blockchain Bubblemaps, as carteiras relacionadas ao projeto retiraram cerca de 2,5 milhões de dólares em liquidez no pico de preço.
Apesar de, após uma queda de aproximadamente 60%, as carteiras relacionadas terem reinjetado cerca de 1,5 milhão de dólares, ainda restam cerca de 900 mil dólares não recuperados. Essa operação levou a uma queda abrupta do valor de mercado do NYC Token, de quase 580 milhões de dólares para cerca de 130 milhões.
Mais preocupante ainda é a concentração de detenção de tokens. Usuários de criptomoedas apontaram que os dez maiores detentores do NYC Token controlam 98,73% do fornecimento total, sendo que uma única carteira detém 70% dos tokens. Essa estrutura altamente concentrada torna o token vulnerável a manipulações.
Críticas severas do fundador do Uniswap: investidores tolos e fraudes
Este episódio provocou duras críticas de Hayden Adams, fundador do Uniswap. Em redes sociais, Adams afirmou sem rodeios: “Quando celebridades usam blockchain, basicamente agem como estúpidos golpistas, sem perceber que as transações são públicas.” Adams destacou que a tecnologia blockchain é uma “ferramenta de colaboração, monetização e distribuição de valor sem precedentes”, usada por milhões ao redor do mundo, com ativos cada vez mais tokenizados e modelos de negócio evoluindo com base nisso.
Ele sugeriu formas legítimas de figuras públicas obterem lucros com blockchain:
Adams acredita que, ao administrar honestamente projetos de blockchain, figuras públicas podem não só obter maiores lucros, mas também proteger sua reputação e evitar processos legais.
Comparação na indústria: aplicações corretas e incorretas de blockchain
Para ilustrar melhor o problema, comparamos as práticas controversas do NYC Token com as recomendações de conformidade do fundador do Uniswap:
Estado atual do mercado de criptomoedas: volatilidade e oportunidades
Apesar da controvérsia envolvendo o NYC Token, o mercado de criptomoedas mantém-se estável. Segundo dados do Gate, em 14 de janeiro de 2026, o preço do Bitcoin era de $95.459,4, com alta de 4,51% nas últimas 24 horas, e valor de mercado de $1,9 trilhões, representando 55,99% do mercado. O Ethereum negociava a $3.336,54, com alta de 7,54% nas últimas 24 horas, e valor de mercado de $401,45 bilhões, com participação de 11,79%. O token do Gate, GT, estava a $10,79, com alta de 4,76% nas últimas 24 horas, e valor de mercado de $1,07 bilhões.
Esses dados mostram que, apesar de projetos controversos como o NYC Token, as principais criptomoedas continuam a evoluir de forma estável e a manter a confiança do mercado. Investidores institucionais e individuais reconhecem o valor de longo prazo da tecnologia blockchain, e o mercado como um todo apresenta sinais de desenvolvimento saudável.
Reflexão na indústria: encruzilhada dos tokens de celebridades
O episódio do NYC Token não é apenas uma falha de um projeto, mas um alerta para todo o setor de tokens de celebridades. Esses projetos frequentemente enfrentam questões-chave:
Primeiro, a falta de confiança e transparência. Muitos projetos de tokens de celebridades carecem de roteiros claros, informações transparentes sobre a equipe e planos concretos, dependendo apenas do brilho da celebridade para atrair investimentos.
Segundo, riscos regulatórios. Com o aumento de casos semelhantes, órgãos reguladores globais podem reforçar a fiscalização de tokens patrocinados por celebridades, podendo impor requisitos mais rigorosos de divulgação de informações e proteção ao investidor.
Terceiro, dano à reputação do setor. Cada fracasso de token de celebridade desgasta a confiança pública na indústria de criptomoedas, dificultando o reconhecimento de projetos realmente inovadores.
A essência do blockchain é construir confiança por meio de tecnologia, e o uso indevido de tokens de celebridades mina essa base. A indústria precisa estabelecer padrões mais rígidos de autorregulação, garantindo que a participação de figuras públicas realmente impulsione a adoção tecnológica, e não apenas lucros rápidos. A transparência do blockchain funciona como um espelho que revela transações suspeitas, deixando registros públicos irrefutáveis, enquanto a aura de celebridade muitas vezes parece fraca diante dessa transparência.
À medida que o episódio do NYC Token se espalha, a comunidade cripto começa a reavaliar o papel e a responsabilidade de figuras públicas no setor. A recomendação de Hayden Adams de “gestão honesta de projetos de blockchain” não é apenas um conselho para celebridades, mas um princípio fundamental para toda a indústria. Plataformas de negociação como o Gate oferecem acesso a diversos ativos digitais, e sua responsabilidade vai além de fornecer canais de negociação — inclui também a realização de auditorias rigorosas e recursos educativos para ajudar os usuários a distinguir inovação legítima de especulação de curto prazo. O futuro do blockchain não está em criar mais tokens de celebridades passageiras, mas em construir redes de valor transparentes e confiáveis. Cada evento como o NYC Token nos lembra: neste setor emergente, construir confiança exige esforço contínuo, e destruí-la basta um ato irresponsável.