Neste mercado, estou há quase oito anos a lutar e a escalar. Para ser honesto, nos primeiros dois anos quase fui eliminado pelo mercado.
Lembro-me bem de quando o saldo da conta caiu de um pico para metade. Aqueles dias foram realmente difíceis. Insónias contínuas, acordar às três ou quatro da manhã e pegar no telemóvel para verificar as cotações, com medo de perder alguma coisa. Naquela altura, a minha mentalidade estava à beira do colapso, cheio de ressentimento em relação ao mercado.
Só mais tarde percebi que a origem das perdas não estava na falta de esforço, mas sim no próprio método de operação, que contrariava a natureza humana. A maioria dos investidores de varejo entra num ciclo vicioso: ou aguentam a queda na esperança de recuperar, ou vendem com medo de perder lucros. Parece familiar, não é?
Mas o mercado nunca se importa com as emoções humanas. A primeira lição que me ensinou é — fazer o oposto. Quando o mercado está a subir, é preciso ter coragem de comprar; quando rompe níveis importantes, é preciso ter coragem de admitir a derrota. O segredo é prolongar o ciclo de lucros e encurtar o período de perdas, assim é possível sobreviver de verdade.
Sobre o volume de negociação, isto é uma manifestação da respiração do mercado. Criptomoedas com volume reduzido e subida lenta muitas vezes ainda têm potencial; especialmente se, após romper um suporte importante, ficarem a negociar lateralmente com volume baixo, isso costuma ser uma boa oportunidade para uma segunda entrada. Exemplos contrários merecem mais atenção: se há aumento de volume mas o preço não se move, é hora de ficar atento; após um aumento de volume e uma subida rápida, na maioria das vezes, o próximo passo será uma correção ou uma queda direta.
Quanto ao número de posições, também cometi erros no passado, achando que quanto mais ativos, mais seguro. Mas, na realidade, quanto mais se tenta diversificar, mais a mentalidade fica confusa, e quanto mais confuso, mais fácil é cometer erros. Depois percebi que dois ou três ativos são suficientes. Se nem isso consegue controlar, o problema não está no mercado, mas em si mesmo.
Operar a curto prazo também não é uma questão de adivinhação. Muitas vezes, após uma queda rápida, há uma recuperação previsível; além disso, uma forte subida perto do fecho costuma ser seguida de uma descida no dia seguinte.
Por fim, e o mais importante — após um grande lucro, é fundamental ficar fora do mercado para descansar. O momento mais perigoso do mercado não é quando se perde dinheiro, mas sim quando se "entende" tudo e se fica cheio de confiança. Essa confiança excessiva é mais letal do que qualquer notícia negativa.
Quando estiver a perder, não force o mercado. Espere até que o humor e o ritmo estejam alinhados para agir. O mercado não tem fim, as oportunidades sempre aparecem. O difícil é controlar aquela mão que sempre quer fazer operações impulsivas.
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TokenAlchemist
· 14h atrás
não, a dinâmica de volume aqui são vetores de ineficiência clássicos à espera de arbitragem... a maioria dos retails simplesmente não consegue interpretar as cascatas de liquidação
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fomo_fighter
· 14h atrás
Concordo plenamente, nesses dois anos também era quem acordava no meio da noite para verificar o mercado... Agora finalmente entendo, quem realmente consegue sobreviver não são os inteligentes, mas aqueles que sabem admitir a derrota.
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SignatureDenied
· 14h atrás
História de sangue e lágrimas de oito anos como velho investidor, muito verdadeira, especialmente aquela frase "confiança é mais fatal do que uma baixa", que tocou exatamente no meu ponto fraco
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RumbleValidator
· 14h atrás
Esta teoria parece boa, mas uma consolidação com volume reduzido é realmente um sinal de entrada secundária? Eu acho que é preciso observar a estabilidade dos pontos de entrada para julgar a direção futura, pois apenas olhar para o volume pode facilmente enganar com manipulação por parte dos grandes investidores.
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SolidityJester
· 14h atrás
Eh, concordo totalmente, a inflação é realmente mais perigosa do que a perda.
Neste mercado, estou há quase oito anos a lutar e a escalar. Para ser honesto, nos primeiros dois anos quase fui eliminado pelo mercado.
Lembro-me bem de quando o saldo da conta caiu de um pico para metade. Aqueles dias foram realmente difíceis. Insónias contínuas, acordar às três ou quatro da manhã e pegar no telemóvel para verificar as cotações, com medo de perder alguma coisa. Naquela altura, a minha mentalidade estava à beira do colapso, cheio de ressentimento em relação ao mercado.
Só mais tarde percebi que a origem das perdas não estava na falta de esforço, mas sim no próprio método de operação, que contrariava a natureza humana. A maioria dos investidores de varejo entra num ciclo vicioso: ou aguentam a queda na esperança de recuperar, ou vendem com medo de perder lucros. Parece familiar, não é?
Mas o mercado nunca se importa com as emoções humanas. A primeira lição que me ensinou é — fazer o oposto. Quando o mercado está a subir, é preciso ter coragem de comprar; quando rompe níveis importantes, é preciso ter coragem de admitir a derrota. O segredo é prolongar o ciclo de lucros e encurtar o período de perdas, assim é possível sobreviver de verdade.
Sobre o volume de negociação, isto é uma manifestação da respiração do mercado. Criptomoedas com volume reduzido e subida lenta muitas vezes ainda têm potencial; especialmente se, após romper um suporte importante, ficarem a negociar lateralmente com volume baixo, isso costuma ser uma boa oportunidade para uma segunda entrada. Exemplos contrários merecem mais atenção: se há aumento de volume mas o preço não se move, é hora de ficar atento; após um aumento de volume e uma subida rápida, na maioria das vezes, o próximo passo será uma correção ou uma queda direta.
Quanto ao número de posições, também cometi erros no passado, achando que quanto mais ativos, mais seguro. Mas, na realidade, quanto mais se tenta diversificar, mais a mentalidade fica confusa, e quanto mais confuso, mais fácil é cometer erros. Depois percebi que dois ou três ativos são suficientes. Se nem isso consegue controlar, o problema não está no mercado, mas em si mesmo.
Operar a curto prazo também não é uma questão de adivinhação. Muitas vezes, após uma queda rápida, há uma recuperação previsível; além disso, uma forte subida perto do fecho costuma ser seguida de uma descida no dia seguinte.
Por fim, e o mais importante — após um grande lucro, é fundamental ficar fora do mercado para descansar. O momento mais perigoso do mercado não é quando se perde dinheiro, mas sim quando se "entende" tudo e se fica cheio de confiança. Essa confiança excessiva é mais letal do que qualquer notícia negativa.
Quando estiver a perder, não force o mercado. Espere até que o humor e o ritmo estejam alinhados para agir. O mercado não tem fim, as oportunidades sempre aparecem. O difícil é controlar aquela mão que sempre quer fazer operações impulsivas.