130+Emendas, jogo de poder bipartidário, linha de vida e morte das stablecoins: a semana mais crucial para a regulamentação de criptomoedas nos EUA

A legislação de regulamentação de criptomoedas nos EUA entra numa fase de auge. De acordo com as últimas notícias, os senadores apresentaram mais de 130 emendas relacionadas, abrangendo tópicos centrais como rendimentos de stablecoins, conformidade de DeFi, conflitos de interesse de funcionários públicos, entre outros. Ainda mais importante, isto não é uma iniciativa de um único partido — senadores democratas e republicanos estão amplamente envolvidos, refletindo que a regulamentação de criptomoedas se tornou uma questão verdadeiramente bipartidária. Em 15 de janeiro, o Comitê Bancário do Senado realizará uma audiência de apreciação, e o resultado dessa votação pode reformular todo o quadro regulatório do mercado de criptomoedas nos EUA.

A verdadeira disputa por trás das 130+ emendas

Ponto central das emendas

As mais de 130 emendas submetidas nesta ocasião apresentam posições bastante diversas. Do ponto de vista do conteúdo, elas se concentram principalmente em três direções:

  • Mecanismos de rendimento de stablecoins: de uma proibição total a permissões condicionais, há vozes em ambos os extremos
  • Limites de conformidade de DeFi: como definir a responsabilidade dos desenvolvedores, evitando regulações excessivas que prejudiquem a inovação
  • Mixer de ativos digitais: como equilibrar a necessidade de combate à lavagem de dinheiro com a proteção da privacidade
  • Conflitos de interesse de funcionários públicos: prevenir que oficiais se beneficiem de interesses relacionados a criptomoedas

A disputa mais acirrada concentra-se nos rendimentos de stablecoins. Algumas emendas defendem a proibição total de oferecer rendimentos aos usuários de stablecoins, alegando que isso poderia desviar enormes fundos do sistema bancário tradicional. Outras propostas sugerem abordagens mais moderadas, como permitir que exchanges ofereçam recompensas por negociações ativas, mas proibindo o pagamento de rendimentos por tokens ociosos.

Sinais sutis de cooperação bipartidária

O mais notável é que senadores de ambos os partidos não apenas discutem, mas também chegam a um consenso em certas questões. Por exemplo, o senador republicano Thom Tillis e a senadora democrata Angela Alsobrooks apresentaram conjuntamente três emendas, duas das quais focam diretamente em stablecoins:

Uma sugere remover a restrição de “apenas por possuir” presente no texto original do projeto de lei, o que na prática restringe o espaço para oferecer rendimentos de stablecoins de forma mais ampla. Outra ajusta as regras de divulgação de rendimentos, introduzindo requisitos mais claros de aviso de risco.

O que isso indica? Que, mesmo com diferenças de posições, há um consenso entre os dois partidos de que “stablecoins não podem se transformar em instrumentos de depósito para evitar a regulamentação bancária”.

Por que stablecoins e DeFi se tornaram o foco

Segundo informações relacionadas, a Coinbase já ameaçou reconsiderar seu apoio ao projeto CLARITY caso a legislação limite os incentivos de stablecoins. Isso não é uma questão pequena — os rendimentos de stablecoins da Coinbase contribuíram com quase 2,47 bilhões de dólares em receita no Q4 de 2024.

A lógica por trás é clara: o setor bancário teme que produtos de rendimento de stablecoins possam retirar trilhões de dólares do sistema financeiro tradicional. Se stablecoins puderem oferecer rendimentos superiores aos bancos, por que os usuários ainda depositariam dinheiro nos bancos? Isso ameaça os interesses fundamentais do sistema financeiro.

Já o foco em DeFi é diferente. O projeto de lei apresentado pelos senadores Cynthia Lummis e Ron Wyden visa proteger desenvolvedores de DeFi que não mantêm fundos dos usuários, evitando que sejam considerados “instituições de transferência de fundos”. Isso reflete o esforço dos legisladores em equilibrar dois objetivos: prevenir riscos, mas também preservar espaço para inovação.

Cronograma e impacto esperado no mercado

Data Evento Impacto
15 de janeiro Votação do projeto CLARITY pelo Comitê Bancário do Senado Decidir se os termos de rendimento de stablecoins passarão
21 de janeiro Publicação do texto do projeto pelo Comitê de Agricultura Definir claramente os limites regulatórios de DeFi
27 de janeiro Audiência de apreciação pelo Comitê de Agricultura Confirmar as posições finais de ambos os comitês

Segundo informações, a expectativa de aprovação do projeto CLARITY é de cerca de 80%. Mas a variável principal é a adoção das emendas. Se os rendimentos de stablecoins forem severamente limitados, plataformas como Coinbase podem realmente retirar seu apoio, levando a uma nova controvérsia sobre o projeto.

No mercado, a reação atual é de cautela. O BTC oscila próximo de 91.000 dólares, com fluxo de fundos para ETFs desacelerado. Isso indica que o mercado está aguardando maior clareza nas regras, ao invés de estar excessivamente otimista ou pessimista.

Perspectiva global: a decisão dos EUA influenciará o mundo

Curiosamente, essa disputa regulatória nos EUA contrasta com outras regiões do mundo. Segundo informações, o Conselho de Serviços Financeiros da Coreia do Sul aprovou recentemente que empresas listadas e investidores profissionais possam investir até 5% de seu capital em as 20 principais criptomoedas por valor de mercado. Isso significa que a Coreia está abrindo as portas para entrada de fundos institucionais.

Por outro lado, os EUA adotam uma postura mais rigorosa — regulando mais estritamente stablecoins e DeFi, mas também estabelecendo regras claras. Ambas as abordagens competem pela influência no mercado global de criptomoedas.

Resumo

A regulamentação de criptomoedas nos EUA está evoluindo de uma “aplicação ambígua” para regras mais “clara e definida”. As 130+ emendas refletem a disputa real nesse processo: instituições financeiras querem proteger o setor bancário tradicional, empresas inovadoras buscam espaço para crescer, e reguladores tentam encontrar um equilíbrio.

A votação de 15 de janeiro não será o fim, mas certamente um ponto de virada crucial. Se o projeto CLARITY passar com emendas moderadas, stablecoins e DeFi terão uma trajetória regulatória mais clara, atraindo investimentos de longo prazo. Se as emendas forem excessivamente restritivas, o setor poderá enfrentar novas incertezas.

Seja qual for o resultado, a decisão dos EUA impactará o mundo todo. Não é apenas uma questão de regulamentação americana, mas de uma configuração global do mercado de criptomoedas.

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