
Absolute return é uma abordagem de investimento que visa o crescimento consistente do valor líquido da conta, sem procurar superar um índice de referência. O objetivo é garantir retornos positivos em qualquer cenário de mercado—seja em alta, baixa ou lateralização.
No mercado cripto, esta estratégia recorre a várias ferramentas: cobertura (hedging) para mitigar o risco direcional, obtenção de juros com stablecoins e empréstimos, exploração de arbitragem de baixa correlação através de funding rates e basis trades, e controlo rigoroso da volatilidade e das perdas, com políticas de gestão de risco apertadas.
O absolute return é vital nos mercados cripto devido à volatilidade acentuada e à rapidez das oscilações nos preços dos ativos. A simples “antecipação da direção correta” raramente se revela sustentável. Ao privilegiar fontes de rendimento estáveis e repetíveis, o investidor suaviza a evolução do valor líquido ao longo dos ciclos de mercado.
Adicionalmente, existe uma oferta diversificada de instrumentos de negociação—contratos perpétuos, protocolos de empréstimo, produtos estruturados—que permitem coberturas e arbitragem eficazes. O universo das stablecoins oferece ainda um ativo base de baixa volatilidade. Estes fatores tornam as estratégias de absolute return particularmente adequadas ao contexto cripto.
As estratégias de absolute return enquadram-se, em regra, em três categorias: cobertura (hedging), spread/arbitragem e abordagens baseadas em produtos.
O absolute return pode ser alcançado através da criação de um portefólio quase neutro (sem exposição direcional) combinando posições spot com derivados. Os contratos perpétuos são derivados sem vencimento, desenhados para manter o preço próximo do spot por via dos funding rates.
Passo 1: Selecionar o ativo e o tamanho da posição. Comprar o ativo em spot (por exemplo, em USDT ou outra stablecoin) como base da carteira.
Passo 2: Abrir uma posição de hedge vendendo a descoberto o mesmo valor nocional em contratos perpétuos. Esta posição curta compensa a variação do preço spot, tornando o portefólio menos suscetível à direção do mercado.
Passo 3: Monitorizar comissões e fontes de rendimento. Os retornos líquidos resultam sobretudo dos funding rates, spreads de market-maker ou juros de produtos—com o impacto direcional do preço mitigado. Deve acompanhar-se de perto as alterações dos funding rates.
Passo 4: Implementar controlos de risco. Definir rácios de margem, alertas de liquidação e ajustar posições sempre que necessário; reduzir exposição ou sair temporariamente em períodos de elevada volatilidade para evitar risco de margem.
Os principais riscos são funding rates negativos (aumentando custos), cobertura imperfeita em movimentos extremos, acumulação de comissões ou slippage e atrasos na execução.
É possível gerar absolute return recorrendo a funding rates e basis trades, exigindo, porém, uma gestão rigorosa da direcionalidade, alavancagem e custos.
Funding Rate: Com funding rates positivos e estáveis (longs pagam shorts), manter spot e vender contratos perpétuos pode gerar rendimento líquido; a direção inversa implica avaliação rigorosa dos custos. Os funding rates oscilam frequentemente em função do sentimento de mercado, pelo que a estabilidade a longo prazo não é garantida.
Basis: Se os futuros negoceiam acima do spot (basis positivo) e o diferencial se mantém, a estratégia “cash-and-carry”—comprar spot e vender futuros/perpétuos—pode gerar rendimento. Se o basis convergir, realiza-se o lucro; se divergir ou inverter, poderão ocorrer perdas. O basis é determinado pela dinâmica de oferta e procura e pelo sentimento de mercado; a sua sustentabilidade não é assegurada.
Principais passos operacionais:
Passo 1: Calcular o retorno anualizado esperado com base nos intervalos históricos de funding rates/basis, incluindo comissões e custos de financiamento.
Passo 2: Controlar a alavancagem garantindo margens e buffers de risco adequados, evitando liquidações forçadas por volatilidade de curto prazo.
Passo 3: Rever a estratégia de forma ativa; se funding rates ou basis se afastarem dos intervalos históricos, reduzir exposição ou realizar lucros/cortar perdas sem demora.
No DeFi, é possível obter absolute return através de empréstimos de stablecoins, fornecendo liquidez como LP ou participando em vaults estruturados. É fundamental compreender o conceito de “impermanent loss”—a perda potencial sofrida por LPs quando o valor dos dois tokens de um pool diverge.
As abordagens mais seguras começam normalmente pelas stablecoins:
Aviso de risco: O DeFi implica riscos como vulnerabilidades em smart contracts, falhas de oráculos, descolagem de stablecoins e quebras súbitas de liquidez. Diversifique plataformas e estratégias e defina limites de levantamento e controlo de risco.
Em plataformas centralizadas como a Gate, é possível recorrer a diversas ferramentas para implementar estratégias de absolute return:
Antes de utilizar qualquer produto ou estratégia, leia as informações de risco e detalhes de comissões; inicie com alocações reduzidas e aumente progressivamente.
A avaliação do absolute return não se limita ao rendimento—deve incluir a volatilidade e o drawdown. O drawdown mede a queda do valor líquido face ao máximo atingido, refletindo potenciais perdas em períodos adversos.
Dimensões essenciais de autoavaliação:
O absolute return visa apenas aumentar o valor líquido, sem referência a benchmarks; o relative return procura “superar um índice”, ou seja, mesmo que o valor líquido diminua, o desempenho é “melhor” se a perda for inferior à do benchmark.
No contexto cripto, se valoriza curvas de capital estáveis e controlo do drawdown, o absolute return é mais apropriado; se o objetivo é “bater o mercado”, o relative return é a alternativa. Não são excludentes—muitos portefólios balanceiam ambos em diferentes momentos.
A essência do absolute return reside em minimizar a exposição direcional através de técnicas de hedging e arbitragem, construir fluxos de rendimento recorrentes com stablecoins e instrumentos diversificados, e aplicar controlos de risco rigorosos para limitar drawdowns. Dada a abundância de ferramentas e a volatilidade no universo cripto, é indispensável uma abordagem sistemática: comece por testar com pequenas quantias, defina limites claros de comissões/risco e aumente a exposição de forma gradual.
Os próximos passos são simples—utilize stablecoins como ativo base, teste coberturas “spot + derivado” de baixa alavancagem ou produtos Earn conservadores, monitorize o histórico de risco/drawdown; quando dominar funding rates, basis trades e dinâmicas de liquidez, explore arbitragem ou estratégias estruturadas mais avançadas. Em todas as fases, privilegie a segurança e uma gestão de risco robusta.
O absolute return procura rendimento positivo, mas não elimina o risco. Os principais riscos são falhas na cobertura (sobretudo em períodos de elevada volatilidade), problemas de liquidez (dificuldade em encerrar posições) e erros operacionais (utilização indevida de alavancagem). Comece com valores reduzidos para testar estratégias, defina stop-loss, evite alavancagem excessiva e verifique regularmente a eficácia das posições de hedge.
Sim—mas de forma progressiva. É aconselhável começar por táticas simples, como coberturas cambiais (manter spot e shorts) ou arbitragem de funding rate; evite estruturas complexas com múltiplos instrumentos numa fase inicial. A Gate disponibiliza contas demo para praticar com fundos virtuais antes de investir capital real—priorize sempre a aprendizagem da gestão de risco.
Estratégias estáveis de absolute return tendem a gerar rendimentos anualizados entre 8%–20%, dependendo do mercado e da estratégia. Arbitragem de funding rate é mais estável, mas com retorno inferior (5%–15% anualizado); estratégias baseadas em hedging podem proporcionar retornos superiores em períodos de volatilidade, exigindo, porém, maior controlo de risco. Dê prioridade ao retorno ajustado ao risco em vez de perseguir yields elevados.
Poupanças a prazo fixo são produtos passivos com rendimento pré-definido (por exemplo, 3% ao ano); estratégias de absolute return são abordagens ativas que recorrem a hedging/arbitragem para gerar rendimento. Absolute return exige gestão ativa e controlo de risco, mas oferece maior potencial de valorização; poupanças fixas têm entrada mais acessível, mas retornos limitados. Para quem tem disponibilidade e conhecimento, o absolute return é mais adequado à volatilidade cripto.
Na Gate, pode começar estratégias de absolute return com cerca de 100 $ (por exemplo, arbitragem de funding rate). Contudo, recomenda-se um valor mínimo de 1 000 $, que cobre comissões, slippage e buffer de risco, permitindo testar estratégias de forma eficaz. Capitais superiores facilitam o acesso a maior liquidez e aumentam a eficiência da cobertura.


