O Japão reforça a sua segurança de terras raras com diversificação a partir da Austrália

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No contexto de crescente competição global por recursos estratégicos, o Japão está a intensificar a sua estratégia para garantir um acesso estável a elementos determinantes na indústria de alta tecnologia. A dependência de fontes concentradas representa um risco para as cadeias de abastecimento nacionais, razão pela qual o país nipónico procura consolidar relações com fornecedores alternativos no Pacífico.

A Sojitz Corporation, a corporação comercial japonesa, prevê aumentar significativamente as suas importações de terras raras e elementos de categoria intermédia-pesada desde a Austrália. Segundo informações partilhadas pelo Jin10, a empresa projeta expandir de dois tipos de produtos atuais para um máximo de seis até meados de 2027. A partir de abril, a Sojitz iniciará a comercialização de samário proveniente do território australiano, ampliando assim o seu portefólio de minerais estratégicos na região.

Sojitz Expande Importações de Terras desde a Austrália Ocidental

Este aumento nos volumes responde à necessidade do Japão de obter terras raras de múltiplas regiões produtoras. A Austrália Ocidental consolida-se como fonte prioritária graças à sua capacidade de extração e ao investimento realizado em infraestrutura de processamento. A expansão de dois para seis variedades de elementos demonstra a profundidade do compromisso comercial entre ambos os países.

A cronologia de implementação é gradual, mas firme. Começando em abril com samário, a empresa continuará a acrescentar variedades adicionais à medida que avança até 2027. Este calendário reflete tanto a disponibilidade de fornecimento como a capacidade de absorção do mercado japonês.

Lynas: A Chave Australiana para o Acesso Estratégico a Terras Raras

A Lynas, a empresa líder na extração de terras raras na Austrália, desempenha um papel central nesta estratégia. Com participação acionista da Sojitz, a Lynas produz estes elementos nas suas operações na Austrália Ocidental e encarrega-se de processar a matéria-prima no seu moderno complexo de separação e refinação localizado na Malásia, que brevemente entrará em funcionamento operacional.

Esta estrutura de operações transnacionais permite ao Japão dispor de uma cadeia de abastecimento integrada e controlada, reduzindo vulnerabilidades perante disrupções geopolíticas ou comerciais. A combinação de extração australiana com processamento na Malásia gera eficiências logísticas, ao mesmo tempo que assegura a continuidade no acesso a terras raras essenciais para manter a competitividade tecnológica japonesa.

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